Uma Alternativa à Disfunção dos Maridões

Disfunção renal aguda é a perda súbita da capacidade de seus rins filtrarem resíduos, sais e líquidos do sangue. Quando isso acontece, os resíduos podem chegar a níveis perigosos e afetar a composição química do seu sangue, que pode ficar fora de equilíbrio.

Também chamada de lesão renal aguda, a disfunção é comum em pacientes que já estão no hospital com alguma outra condição. Pode desenvolver-se rapidamente ao longo de algumas horas ou mais lentamente, durante alguns dias. Pessoas que estão gravemente doentes e necessitam de cuidados intensivos estão em maior risco de desenvolver disfunção renal aguda.

disfunção renal aguda pode ser fatal e requer tratamento intensivo. No entanto, pode ser reversível. Tudo depende do estado de saúde do paciente.

Sintomas de disfunção renal aguda

Sinais e sintomas de disfunção renal aguda podem incluir:

  • Diminuição da produção de urina, embora, ocasionalmente, a urina permaneça normal
  • Retenção de líquidos, causando inchaço nas pernas, tornozelos ou pés
  • Sonolência
  • Falta de fome
  • Falta de ar
  • Fadiga
  • Confusão
  • Náusea e vômitos
  • Convulsões ou coma, em casos graves
  • Dor ou pressão no peito.

Às vezes, disfunção renal aguda não causa sinais ou sintomas e é detectada através de testes de laboratório realizados por outra razão.

Antes de te contar como fazer uma mulher ficar interessada em você, vou relatar algo que aconteceu comigo a anos atrás.Certa vez eu passei em frente a uma livraria, quando vi na vitrine um livro que me fez lembrar da infância.

Cara, era exatamente o mesmo que eu tive no passado, a primeira obra do Harry Potter! Só que aquele eu emprestei pra um amigo e sabe como é né… Nunca mais vi nem o amigo, nem o livro.

Entrei imediatamente para comprar e assim que o peguei da prateleira vi uma garota cujo rosto era familiar. Eu havia conhecido aquela gata numa balada umas 3 semanas atrás.

Fiquei morto de vergonha, e se ela me vê com aquele livro na mão? Vai me achar um bobão sem dúvida! Tentei me livrar do livro, mas não deu tempo, ela me viu na mesma hora e veio puxar papo.

Para minha surpresa, quando ela viu o livro ficou doida, falou que curtia muito as histórias do Harry Potter e que já foi a várias festas à fantasia vestida de Hermione.

Imagine então você, sem perceber ou fazer qualquer esforço, ver de repente uma mulher ficar interessada em você a ponto de descolar um encontro para aquela noite! Pois foi o que me aconteceu. Quem diria que Harry Potter me proporcionaria isso algum dia?

Foi aí que eu descobri que estava diante de uma poderosíssima arma de sedução, algo que faria qualquer mulher ficar interessada em mim em qualquer lugar e em qualquer situação.

Comecei a usar essa descoberta a meu favor, ao invés de esperar o acaso me premiar novamente. E por duas, três, cinco, dez, doze vezes a mesma estratégia deu o mesmo resultado.

Por isso eu venho aqui dar algumas dicas para você que quer transformar uma simples conversa em um potencial atrativo, usando-a para seduzir a mulher que você deseja. Preparado?

Exposição a ar poluído na gravidez muda estrutura da placenta

A exposição de gestantes à poluição do ar durante a gravidez influencia o desenvolvimento do feto. A criança pode apresentar baixo peso ao nascer, além de ter aumentada a possibilidade de apresentar determinadas doenças na vida adulta, de acordo com estudos realizados no Brasil e no exterior. Os mecanismos moleculares por trás desses impactos da poluição na gestação, contudo, ainda não estavam completamente elucidados.

Um grupo de pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) constatou agora que a exposição a poluentes atmosféricos, antes ou durante a gravidez, altera algumas características da placenta, além de causar distúrbios em um sistema hormonal relacionado ao fluxo sanguíneo uteroplacentário e diminuir os níveis de fatores envolvidos no processo de formação placentária.

Os resultados do estudo, realizado no âmbito de um Projeto Temático e do doutorado de Sônia de Fátima Soto, feito com Bolsa da FAPESP, foram publicados na revista PLOS ONE.

“Observamos que a exposição a poluentes antes e/ou durante a gravidez desencadeia alguns fenômenos inflamatórios ao longo do desenvolvimento da placenta que comprometem seu crescimento. Isso possivelmente interfere na transferência de nutrientes e de oxigênio da mãe para o feto”, disse Joel Claudio Heimann, professor da FMUSP e orientador de Soto, à Agência FAPESP.

Os pesquisadores realizaram um experimento em que expuseram ratas Wistar – linhagem albina da espécie Rattus norvegicus –, antes de acasalarem e ficarem prenhes, tanto ao ar filtrado como ao ar poluído com concentração de material particulado fino (menor que 2,5 micrômetros) de 600 microgramas (μg) por metro cúbico (m3), utilizando para isso um equipamento chamado concentrador de partículas finas ambientais de Harvard (CPFAH). O tamanho de partícula foi determinado com base nas exposições ambientais reais na Região Metropolitana de São Paulo.

Os animais foram divididos em quatro grupos. O primeiro foi exposto ao ar filtrado antes e durante a gravidez, o segundo foi colocado em contato com ar filtrado antes da gravidez e com ar poluído durante a gravidez, um terceiro grupo foi submetido ao ar poluído antes da gravidez e ao ar filtrado durante a gravidez, e o quarto, ao ar poluído antes e durante a gravidez.

Para simular as condições reais de exposição de mulheres à poluição do ar antes e durante a gravidez em cidades como São Paulo, antes da gravidez os animais foram colocados em contato com ar poluído durante uma hora cinco vezes por semana por três semanas seguidas. A partir do sexto dia de prenhez, o número de exposições foi de sete vezes por semana.

As placentas dos animais foram coletadas no 19º dia de gravidez, dissecadas e pesadas de modo a avaliar os efeitos dos poluentes em sua estrutura e no sistema hormonal renina-angiotensina (RAS) uteroplacentário.

Os resultados das análises indicaram que a exposição ao ar poluído antes e/ou durante a gravidez diminuiu a massa, o tamanho e a área superficial da placenta e causou alterações no sistema RAS.

Estudos anteriores apontaram que distúrbios nesse sistema podem levar a uma redução do fluxo sanguíneo uteroplacentário. Além disso, a angiotensina II (AngII) – um peptídeo que faz parte desse sistema – é um potente regulador da migração e invasão de trofoblasto – camada de células epiteliais que forma a parede externa da blástula dos mamíferos (blastocisto) e atua na implantação e nutrição do embrião – no início da gravidez.

A invasão da vasculatura materna pelo trofoblasto é um pré-requisito para o estabelecimento de uma placenta normal e a continuação da gravidez, explicaram os pesquisadores.

“Constatamos que a exposição das ratas prenhes à poluição antes e/ou durante a gravidez causou alterações no sistema renina-angiotensina dos animais. Mas são necessários novos estudos para elucidarmos mecanismos moleculares adicionais”, disse Heimann.

Interferência

Os pesquisadores também avaliaram os efeitos da exposição ao ar poluído em fatores que influenciam o processo de formação da placenta, como o fator de crescimento de transformação beta 1 (TGFβ1) e o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF-A).

Diversos estudos sugeriram que o TGFβ1 tem um papel na invasão da mucosa que recobre a face interna do útero (endométrio). E, nos mamíferos, o TGFβ1 pode regular uma variedade de funções celulares, incluindo proliferação, diferenciação, morte programada (apoptose) e invasão de células placentárias.

O VEGF-A também desempenha um papel na formação da placenta ao modular a angiogênese, ligando-se a seus dois receptores: tirosina quinase 1 relacionada a fms (Flk-1) e tirosina quinase 1 hepática fetal (Flt-1). As análises moleculares indicaram que a exposição ao ar poluído diminuiu o conteúdo de TGFβ1 e Flk-1 na placenta dos animais.

A porção materna da placenta das ratas expostas a ar poluído antes da gravidez e a ar filtrado durante a gravidez, comparada com a daquelas colocadas em contato com ar poluído antes e durante a gravidez, apresentou diminuição nos níveis de angiotensina II (AngII) e seus receptores AT1 (AT1R) e AT2 (AT2R).

Na porção fetal da placenta das ratas expostas a ar filtrado antes da gravidez e a ar poluído durante a gravidez, a ar poluído antes da gravidez e a ar filtrado durante a gravidez e a ar poluído antes e durante a gravidez, os níveis de AngII também diminuíram. Contudo, a AT1R aumentou no grupo de animais expostos a ar filtrado antes da gravidez e a ar poluído durante a gravidez.

A expressão do gene VEGF-A foi menor no grupo de ratas expostas a ar poluído antes e durante a gravidez em comparação com os animais colocados em contato com ar filtrado antes e durante a gravidez.

Essas alterações indicam um possível comprometimento da invasão de trofoblasto e na angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos) da placenta, explicou Heimann.

“Isso pode ter consequências para a interação entre mãe e feto, como também limitar a nutrição e o crescimento fetal”, afirmou.

6 hábitos tão prejudiciais à saúde quanto fumar

Um em cada quatro homens e uma a cada 20 mulheres sofrem com o vício em cigarro – segundo dados de 2015, o total de pessoas que fuma

Essa alta adesão ajuda a escancarar a letalidade do cigarro: estima-se que o hábito seja responsável por uma em cada dez mortes no mundo, tirando 7 milhões de vidas anualmente. No Brasil, país que tem 18 milhões de fumantes, o fumo faz 156 mil vítimas todos os anos.

Dizer que fumar faz mal à saúde é chover no molhado. Além dos números falarem por si, todo mundo tem um familiar ou conhecido que já sofreu com os problemas decorrentes do vício.

Na literatura científica, porém, outros hábitos nada saudáveis já foram apontados como tão nocivos quanto o cigarro. O site Business Insider reuniu alguns bons exemplos. Vamos a eles.

Vida eremita

Tom Jobim já havia cantado a bola de que é impossível ser feliz sozinho. Não é só licença poética: pesquisadores norte-americanos avaliaram dados sobre estilo de vida e saúde de mais de 3 milhões de pessoas, e os resultados mostraram que viver isolado do mundo aumenta em até 32% o risco de morrer prematuramente.

Você, leitor fiel da SUPER, talvez lembre que optar pela reclusão pode ser realmente perigoso – tão ruim quanto fumar 15 cigarros por dia.

Sedentarismo

Trabalhar sentado dá mais barriga que você imagina. Mas os problemas não param por aí. Além de comprar calças mais largas, quem passa o dia todo na cadeira, sem nem se levantar regularmente para pegar um copo d’água, pode ter saúde digna de fumante.

Cada duas horas a mais sentado aumentam os risco de desenvolver tipos variados de câncer, como o do endométrio e do pulmão – esse último, triste conhecido de quem acumula anos com o maço no bolso.

Comer mal

Para mulheres grávidas, comer junk food no período de gestação pode fazer tão mal ao bebê quanto o uso do cigarro.

E não precisa nem ser mãe para ser impactado por dietas gordurosas ou açucaradas demais: uma pesquisa de 2016 mostrou que abusar do combo hambúrguer + batatinha frita oferece mais riscos a saúde que fatores de risco como álcool, drogas, sexo sem proteção e tabaco combinados (!).

Dormir pouco (ou muito)

A relação foi apontada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) em 2015: dormir mal aumenta o risco de doenças cardiovasculares em um ritmo que só o vício em cigarro é capaz de fazer. Mas um estudo da Universidade de Sydney, na Austrália, foi ainda além.

Seus resultados mostraram que ficar na cama tempo demais também pode pesar na saúde: os fãs de edredom dobram suas chances de desenvolver problemas diabetes tipo 2, doenças cardíacas e obesidade – problemas que vira e mexe, costumam figurar ao lado do cigarro.

Da cor do verão

Sabe aquele bronzeado bonito, estilo Donald Trump? Persegui-lo a todo custo pode ter um preço letal. Sessões de bronzeamento também são verdadeiros vilões da saúde, e, segundo um estudo de 2014, são responsáveis por mais casos de câncer de pele do que o número de cânceres de pulmão causados pelo cigarro.

Só um cigarrinho?

Uma campanha de 2013 produzida pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) sebaseou em dados da OMS para cravar: uma sessão de narguilé equivaleria a uma exposição a materiais tóxicos de 100 cigarros.

O problemático uso recreativo do cigarro apareceu também em outro estudo, feito neste ano na Universidade do Estado de Ohio, nos EUA.

Fumar aos fins de semana, por exemplo, se mostrou tão nocivo à saúde quanto a dependência diária. Ou seja: aquela história de fumar “apenas socialmente”, pelo menos para seu corpo, não cola.

 

Cientistas chineses inventam tinta invisível ainda mais secreta

Londres – Um grupo de cientistas da China descobriu como produzir um tipo de tinta invisível com aparência menos perceptível que outras existentes e que pode ser ativada e desativada a qualquer momento, segundo publicou nesta terça-feira a revista “Nature Communications“.

 

A equipe liderada por Liang Li, da universidade Jiao Tong de Xangai, destaca que este novo sistema, baseado num composto de chumbo, pode ser “aplicável na proteção de informação confidencial”.

Os especialistas explicam que, normalmente, a tinta invisível se ativa e desativa com a aplicação de produtos químicos, calor ou luz, mas assinalam que muitos dos tipos atuais nunca voltam a ser totalmente invisíveis quando são desativadas, o que acarreta problemas de segurança.

A equipe de Liang Li desenvolveu uma fórmula com um composto de chumbo incolor cuja luminescência pode ser ativada e desativada com a aplicação de um sal que altera a composição química.

Esta tinta é impressa em um papel especial mediante uma impressora de tinta. Uma vez impressa, fica totalmente invisível tanto à luz natural como a raios ultravioleta, até que sua luminescência seja ativada com o sal.

Quando o sal é aplicado, a mensagem escrita pode ser lida sob um foco de luz ultravioleta, e o mesmo sal é utilizado de novo para desativar a visibilidade.

O fato de o mesmo sal ativar e desativar a tinta oferece a possibilidade de “vários ciclos de criptografia e descriptografia de informação”, explicaram os cientistas.

A equipe de pesquisadores reconhece que é preciso levar em conta “a toxicidade dos materiais baseados no chumbo” e indicam que poderia ser possível desenvolver uma tinta de caraterísticas similares com materiais alternativos

Carrapato transmite uma nova doença: alergia a carne

O carrapato-esrtrela solitária (Amblyomma americanum) é nativo do Texas, no sul dos EUA, e pica animais e pessoas sem causar dor – tanto que pode ficar até uma semana grudado à vítima, sugando seu sangue.

Mas também provoca uma doença bizarra: alergia a carne.

Por motivos desconhecidos, a picada desse carrapato reprograma o sistema imunológico humano, que passa a atacar o carboidrato galactose-alpha-1,3-galactose, presente na carne de boi e de porco.

Isso significa que, se a pessoa comer esses tipos de carne, terá uma reação alérgica violenta, que pode levar à morte.

Os casos sempre foram raros e restritos ao Texas, mas agora o carrapato está se espalhando pelos EUA: este ano, já foram registrados casos nos Estados de Minnesotta e New Hampshire, no norte do país, e até em Long Island, ao lado de Nova York.

A alergia a carne não tem cura.

Protetor solar colorido barra dano da luz visível à pele

Há algo de errado em relação à exposição das pessoas ao sol. Mesmo com o aumento no consumo de protetores solares em todo o mundo, o número de casos de câncer de pele continua a crescer. Um dos principais motivos pode ser a ação da luz visível, que também causa danos à pele e não é bloqueada por protetores solares convencionais.

Essa foi a conclusão de uma equipe do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP. Os pesquisadores descreveram, em artigo publicado no Journal of Investigative Dermatology, o mecanismo dos efeitos combinados do dano provocado pelos raios UVA e pela luz visível nas células que produzem queratina.

“Sabia-se que a luz visível provocava dano na pele, porém avançamos no entendimento dos mecanismos ao demonstrar que os raios UVA estimulam o acúmulo de um pigmento chamado lipofuscina, que atua depois como fotossintetizador da luz visível na epiderme”, disse Maurício Baptista, professor do Instituto de Química da USP e membro do CEPID Redoxoma, à Agência FAPESP.

“Basicamente, o UVA causa um dano na pele e a luz visível amplifica”, disse. De acordo com Baptista, para se proteger da luz visível seria necessário usar uma barreira física, como o uso de roupas e panos, ou um protetor solar colorido.

“O protetor colorido não deve ser de qualquer cor. A ideia é que seja da tonalidade da pele de cada pessoa. Desenvolvemos um produto que contempla a proteção dos raios UVA, UVB e também da luz visível. Ele usa nanopartículas revestidas com filme fino de melanina. Este invento está patenteado [em nome da USP, com apoio da FAPESP] e estamos buscando parcerias para produzi-lo”, disse.

O mecanismo de dano da luz visível é parecido com o dos raios UVA. Ambos atuam por meio da excitação luminosa e da promoção de estados excitados nas células da epiderme.

O mecanismo é completamente diferente, por exemplo, do encontrado nos raios UVB, que são absorvidos diretamente pelo DNA das células da epiderme, tendo resposta muito mais rápida – inicialmente a vermelhidão para quem produz menos melanina – e um maior dano à pele. O infravermelho tem o efeito de uma radiação de calor que expande os vasos e provoca uma inflamação.

“É preciso saber que a maneira como estamos nos protegendo do sol está errada. Além de exagerada, pois os índices de vitamina D estão cada vez mais baixos na população brasileira, porque não pegamos um mínimo de sol necessário sem protetor. Não estamos evitando a luz visível, que também causa dano na epiderme e não é barrada pelo filtro solar”, disse Baptista.

Por outro lado, proteger-se dos raios UVB é fundamental. “Outra interpretação errada de nosso estudo seria dizer que não é preciso usar protetor solar. Não é isso. O UVB é muito mais tóxico do que o UVA e do que a luz visível. Só que tem havido um aumento na ocorrência de cânceres mais profundos, até porque a população se protege do UVB há, pelo menos, 40 anos, mas por muito tempo não havia protetores contra o UVA. Contra o visível não tem até hoje”, disse.

Lesão nos queratinócitos

A radiação UVA penetra de maneira mais profunda na epiderme e provoca outro tipo de dano, que é perceptível no longo prazo. “Acreditamos que os tipos de câncer de pele caracterizados pela exposição ao UVA devem ter muito da ação da luz visível, que nunca foi contabilizada. Os danos do UVA e da luz visível são parecidos, eles agem em conjunto. Tanto o dano oxidativo do UVA quanto do visível causam oxidação no DNA”, disse Baptista.

A equipe do Redoxoma já havia estudado, em 2014, como as células produtoras de melanina, os melanócitos, respondiam à luz visível. O novo trabalho vai além e analisa como as células produtoras de queratina (queratinócitos), que correspondem a maior parte das células da epiderme, são lesionados pela luz visível.

Baptista conta que os queratinócitos sofrem primeiro o dano pela radiação UVA, fazendo com que essas células produzam lipofuscina, um fotossensibilizador de luz visível – célula que absorve e destrói pigmentos. Quando isso ocorre, os queratinócitos se tornam sensíveis à luz visível. “Vimos que não é só o melanócito da epiderme que sofre com os efeitos da luz visível, o queratinócito também”, disse.

A luz visível tem um efeito menor de dano à pele em comparação a outros tipos de raios solares, mas a resposta na epiderme é amplificada quando a pele não é mais saudável e sofreu dano por radiação UVA. Além disso, 45% da radiação solar que atinge a pele é composta de luz visível e somente 5% de ultravioleta.

“Avançamos na compreensão sobre o dano na pele causado pelos tipos de radiação, mas é preciso alertar que tomar sol é importante. A pele fica mais saudável em quem toma um pouco de sol por uma série de fatores. O principal é a produção de vitamina D, que só ocorre se a pele é exposta sem o protetor solar. Quanto é esse pouco de sol? Depende muito do tipo de pele e de onde a pessoa está no planeta, da latitude, da altitude. Infelizmente, não existe uma tabela dizendo quanto a pessoa precisa tomar de sol”, disse Baptista.

O artigo Lipofuscin generated by UVA turns keratinocytes photosensitive to visible light (doi: 10.1016/j.jid.2017.06.018), de Paulo Newton Tonolli, Orlando Chiarelli-Neto, Carolina Santacruz-Perez, Helena Couto Junqueira, Ii-Sei Watanabe, Felipe Gustavo Ravagnani, Waleska Kerllen Martins, Maurício S. Baptista, pode ser lido no Journal of Investigative Dermatology aqui.

Imortalidade é matematicamente impossível, diz pesquisa dos EUA

Washington – Biólogos da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, asseguram ter demonstrado matematicamente que vencer o envelhecimento é impossível, de acordo com um artigo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

“O envelhecimento é matematicamente inevitável. Do ponto de vista lógico, teórico e matemático, não há escapatória”, disse Joanna Masel, professora de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade do Arizona.

Masel e seu colega Paul Nelson garantem que até agora a ciência deixava aberta a possibilidade de deter o envelhecimento, se fosse possível encontrar uma maneira de fazer com que a seleção entre organismos fosse perfeita através, por exemplo, da concorrência entre células.

No entanto, Masel e Nelson criaram uma equação matemática que dizem demonstrar que, em um contexto de concorrência, ou se acumulam as células inativas ou proliferam as células cancerosas.

“Portanto estamos presos entre permitir que estas células inativas se acumulem ou que as células cancerosas proliferem, e se fazemos uma, não podemos fazer a outra. Não se pode fazer ambas coisas ao mesmo tempo”, destacou Nelson.

“É possível solucionar um problema, mas restará o outro. As coisas piorarão com o tempo, de uma destas duas maneiras ou de ambas: ou todas as suas células se tornarão mais lentas, ou você terá câncer”, sentenciou Masel.

Os pesquisadores concluíram então que o envelhecimento é uma ” verdade incontroversa” e “uma propriedade intrínseca do ser multicelular”. EFE

Incentivo em dinheiro ajuda fumantes a deixar cigarro, diz estudo

Os fumantes que recebem incentivos em dinheiro são muito mais propensos a abandonar o cigarro do que aqueles que recebem apenas dicas sobre como parar de fumar, sugere um estudo americano publicado nesta segunda-feira (30).

A abordagem poderia oferecer formas de reduzir o número de fumantes, que permaneceu estável em cerca de um quinto da população dos Estados Unidos nos últimos anos, de acordo com um estudo publicado na revista científica Journal of the American Medical Association (JAMA) Internal Medicine.

O estudo clínico randomizado foi realizado com 352 pessoas em Boston, Massachusetts. Todos os participantes, em sua maioria mulheres afro-americanas, fumavam mais de 10 cigarros por dia e queriam parar.

Alguns receberam um folheto e uma lista de recursos comunitários disponíveis para ajudar as pessoas a pararem de fumar.

Outros receberam a mesma lista de recursos, junto com sessões de aconselhamento extra de “patient navigators” (funcionários que oferecem orientação pessoal aos pacientes no sistema de saúde americano) sobre como parar, e também foram informados de que receberiam um pagamento em dinheiro se conseguissem abandonar o cigarro.

Os participantes não foram informados sobre o quanto eles receberiam para parar de fumar quando entraram no estudo, de um ano de duração.

Na metade do estudo, os que tinham parado de fumar receberam US$ 250, e foram informados de que receberiam mais US$ 500 se não estivessem fumando ao final da pesquisa.

Quase 10% dos participantes do grupo de incentivo tinham parado de fumar aos seis meses, em comparação com menos de 1% daqueles que receberam um folheto.

Aqueles que não tinham parado de fumar aos seis meses tiveram a chance de continuar tentando parar em troca de um pagamento.

“Após 12 meses, 12% do grupo de intervenção tinham parado de fumar, em comparação com 2% do grupo de controle”, afirmou o estudo.

A autora principal do estudo, Karen Lasser, professora de medicina na Universidade de Boston, disse que o estudo mostra que uma abordagem multifacetada que emprega incentivos funciona melhor.

“A maioria dos participantes que deixaram de fumar utilizou os recursos oferecidos pelos ‘patient navigators’, mas não está claro se estes recursos sozinhos atingiriam as mesmas taxas de abandono do tabagismo que observamos” com a ajuda dos incentivos, acrescentou.

Poluição por carbono bateu recorde de 800 mil anos

Os níveis de dióxido de carbono atingiram o maior nível em pelo menos 800.000 anos devido à poluição causada por humanos e a um El Niño forte, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As concentrações de gases causadores do efeito de estufa aumentaram a uma velocidade recorde em 2016 e atingiram média de 403,3 partes por milhão, contra 400 partes por milhão um ano antes, anunciou a OMM em comunicado, nesta segunda-feira, alertando sobre “graves distúrbios ecológicos e econômicos”.

A OMM afirma que, na última vez em que a Terra teve uma concentração comparável de CO2, a temperatura do planeta era 2 graus a 3 graus Celsius mais elevada e os níveis do mar, 10 metros a 20 metros mais altos do que os de agora.

“Sem reduções rápidas no CO2 e em outras emissões de gases causadores do efeito estufa caminharemos para aumentos de temperatura perigosos até o fim do século”, disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, no comunicado.

O aumento recorde de 3,3 partes por milhão de CO2 se deve em parte a um forte El Niño em 2015 e 2016, que gerou secas em regiões tropicais e limitou a capacidade das florestas de absorver o gás, segundo a OMM. O CO2 provém também da queima de combustíveis fósseis para energia e do desmatamento para agricultura e construção.

As concentrações de CO2 foram inferiores a 280 partes por milhão nos últimos 800.000 anos e aumentaram desde a revolução industrial, segundo dados geológicos coletados por meio de amostras de gelo da Groenlândia e da Antártida. O relatório alimentará os debates da conferência anual sobre aquecimento global patrocinada pela Organização das Nações Unidas, em Bonn, em 6 de novembro.

Mulher faz barriga de aluguel e descobre que um dos gêmeos é seu

O casal pagou US$ 35 mil (cerca de R$ 110 mil) para Jessica ter um bebê fruto de um embrião do homem chinês. Depois de alguns meses já grávida, ela descobriu que seriam gêmeos idênticos, mas achou que estava tudo normal, que os dois bebês seriam dos chineses.

No contrato, Jessica pedia uma hora com os bebês antes de eles serem levados da maternidade. Os bebês eram meninos e nasceram no dia 12 de dezembro, saudáveis. Entretanto, o casal não cumpriu a determinação e foi embora com os bebês. Dias depois, os chineses enviaram uma foto para Jessica porque um dos bebês era muito diferente do outro.

“Eles não são iguais, né? Você imagina por que eles são tão diferentes?”, disse a mulher chinesa via mensagem. “Uau! Eles são diferentes”, respondeu Jessica. Por isso, os bebês foram submetidos a testes de DNA e, alguns dias depois, veio a resposta: um dos bebês, Mike, era filho dos chineses. Já o outro, Max, tinha os genes de Jessica.

O segundo bebê foi consequência de uma superfetação, que é quando um segundo óvulo é fecundado mesmo após a mulher já estar grávida. A superfetação é um acontecimento extremamente raro.

Depois disso, Jessica recebeu uma ligação da Omega, agência que intermediou a contratação da barriga de aluguel, relatando que Max foi deixado lá, porque o casal chinês não queria ficar com o bebê e ainda queria uma compensação financeira de US$ 18 mil (R$ 59 mil) a US$ 22 mil (R$ 72 mil). Então Jessica e seu marido, Wardell, disseram que queriam “adotar” o filho deles.

Entretanto, eles ainda teriam de pagar a dívida, e o problema é que Jessica já havia gastado a maior parte do dinheiro recebido na hora da contratação. Além disso, a omega queria uma taxa de US$ 7 mil (R$ 22 mil) por causa das burocracias. “Era como se Max fosse uma commodity e nós estivéssemos pagando para adotar nosso próprio filho”, falou Jessica.

Em 5 de fevereiro, Jessica e Wardell finalmente pegaram seu filho e o chamaram de Malachi. “O momento foi incrivelmente emocionante e eu comecei a beijar e abraçar meu menino”, falou.

Ela e o marido contrataram um advogado e iniciaram uma batalha judicial contra a Omega e contra o casal. O processo ainda está em curso, porém Jessica já conseguiu suspender a taxa que pagaria à Omega. “Já faz nove meses que estamos com Malachi e ele está muito bem, ele é tão lindo! Ele está saudável e sua personalidade é hilária. Ele ama seus irmãos e está aprendendo a andar e começando a falar”, contou Jessica.